terça-feira, 27 de abril de 2010

OPISIÇÃO VOLTA A BRASÍLIA PARA PRESSIONAR TSE, DIZ ROBERTO BRANA.

Não consigo entender como uma pessoa tão entendida, tão esclarecida, um dos jornalista mais conhecido no Acre, possa fazer um comentário tão erroneo quanto esse. "Oposição volta a Brasilia para Pressionar TSE".

Veja a Matéria posta no Jornal O Estado do Acre do dia 26/04/2010.

Uma caravana de políticos de Sena Madureira, que faz oposição ao governo e ao prefeito afastado Nilson Areal, marcou para esta noite de segunda viagem a Brasília. O objetivo é junta-ser a parlamentares federais da oposição e pedir que o TSE marque imediatamente as eleições no município, que está com prefeito interino desde 24 de setembro de 2009.

AOS FATOS

Até onde sabemos, que está em Brasilia é o Prefeito em Exercicio Wanderley Zaire em busca de resolver pipinos deixados pelo Ex-Prefeito Cassado Nilson Areal.

Nilson Areal não prestou contas dos Convenios firmados entre PREFEITURA MUNICIPAL DE SENA MADUREIRA – ACRE, MINISTERIO DA DEFESA/PCN, sendo: Estadio Municipal Conv. nº. 104/2006 no valor de R$: 975.270,00 (NOVECENTOS E SETENTA E CINCO MIL DUZENTOS E SETENTA REAIS) e o Convênio das Ruas nº. 034/2007 no valor de R$: 1.450,000,00 (HUM MILHÃO QUATROCENTOS E CINQUENTA MIL REAIS) sendo objeto do convênio: PAVIMENTAÇÃO ASFALTICA E DRENAGENS DE RUAS NA CIDADE DE SENA MADUREIRA.

O mais grave é que tanto o Estadio não foi terminado, como as Ruas foram dadas como feitas, todas as notas fiscais pagas e as ruas não receberam nenhum asfaltamente. Essa informação foi prestado oficializada  na CGU, MPF/AC, PGR que por sua vez ja determinou a abertura de inquerito na PF/AC, sendo que já estão sendo ouvido as partes, entre eles NILSON AREAL, IMPREITEROS, ENGENHEIROS e os autores das denuncias, os vereadores de Sena Madureira.

O Prefeito Wanderley Zaire meu colega de Câmara está mais do que certo em ir a Brasilia e Levar o Chefe do Recursos Humanos para tentar tirar a Prefeitura da inadimplencia em que o Ex-Prefeito a colocou. A Justiça deu a ele uma obrigação e deve honrar-la.

Aos que não moram aqui e só fazem comentarios porque ouviu dizer precisa vim em Sena e verificar in loco como se encontra nossa cidade. Acabada, individada e ainda impossibilitada de receber recursos por contas das ruas e o Estadio que foram feitas só no papel.

Parlamentares Federais

Segundo o jornalista João Robderto Brana, os parlamentares federais da oposição iriam a Brasilia para pedir que o TSE marque imediatamente as eleições no município que está com prefeito interino desde 24 de setembro de 2009.

Ora, que parlamentares federais de oposição são estes?
Gladson Cameli? Bem. Amigo de Wanderley e aliado do Governo.
Fernando Melo? Bem. Amigo de Wanderley e aliado do Governo.
Perpetua? Não, não é amiga do Wanderley.
Quais são esses parlamentares? Não entendi.

É por esses e outros motivos que o Binho disse que nossa impressa é o que é. Apesar de ter repudiado o que disse.






sexta-feira, 23 de abril de 2010

O FECHAMENTO DO LABORATÓRIO MUNICIPAL FOI UM TIRO PELA CULATRA

O vereador Josandro Cavalcante (PSDB) usou à tribuna na Sessão desta terça-feira, 20, para apresentar um relatório recebido em resposta a oficio enviado pelo parlamentar, solicitando as condições em que se encontra o laboratório estadual de analises clinicas do município.
Ao iniciar seu pronunciamento Josandro Cavalcante, solicitou da mesa diretora da casa que fosse enviado moção de pesar, a família do senhor Osorino Veira Neves, ex-morador da localidade Morumba, no rio Caeté, que faleceu na tarde de ontem, vitima de um naufrágio.
Dando continuidade em sua fala, Josandro Cavalcante apresentou o documento que segundo o vereador, apenas confirma o que ele já havia dito e já sabia e o que a população sente. “A população tem sofrido quando procura o Hemocentro”, por conta da longa espera por atendimento e a superlotação de exames acarretados pelo fechamento do laboratório municipal.
No documento há informação sobre a data de agendamento para a realização de exames, apenas 25 atendimentos são marcados na sexta-feira, essa informação causou certa controvérsia segundo o vereador. Josandro Cavalcante acrescentou que além da espera do agendamento, na hora do atendimento usuário ainda tem que aguarda que certos atendimentos prioritários sejam realizados.
“Foi um tiro pela culatra fechar o laboratório municipal, essa unidade atendia diariamente as famílias de nossa cidade e as demandas que vinham das unidades de Saúde, “nós como representantes do povo ficamos inertes ao vermos uma demanda e não podermos fazer nada” salientou.
Josandro Cavalcante ainda citou um fato do qual teve conhecimento, onde uma senhora moradora do ramal córego do ouro na BR 364, Km 38 procurou o laboratório estadual e foi informada que somente teria vaga, após duas semanas, porém, inconformada a mulher procurou o único laboratório particular e em seguida apresentou os exames ao medico, e de imediato foi submetida a uma cirurgia. “Foi retirado um bioma enorme daquela senhora e se ela não tivesse realizado os exames, o pior certamente tira acontecido, não e mesmo?” Indagou. (Matéria: Israel Gonçalves)






quarta-feira, 21 de abril de 2010

DESESPERO PETISTA

Pressão do PT contra propaganda da Globo é absurda, diz Deputado João Almeida
O líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), condenou a pressão exercida pelo PT para que a Rede Globo retirasse do ar a propaganda comemorativa dos seus 45 anos (assista AQUI). Segundo o tucano, no conceito dos petistas Roberto Marinho fundou as Organizações Globo em 1965 sabendo que 45 anos depois haveria um partido político com o número 45 e um candidato que se chamaria José Serra. “Isso é demais da conta. A ideia do PT é absurda. Chega a ser hilário”, afirmou em plenário nesta terça-feira (20).

Para Almeida, o fato constrangeu de tal forma que a Rede Globo a emissora optou por retirar do ar sua propaganda de aniversário. Segundo o líder tucano, o ato mostra “desespero” do partido em relação às eleições. “Os petistas entendem que essa é uma propaganda para beneficiar o PSDB. Que absurdo, que loucura! A que ponto chegou essa gente! É impressionante!”, protestou, ao alertar para os absurdos que o PT pode ser capaz de fazer na campanha eleitoral.

O deputado afirmou que a atitude do PT exemplifica a posição do partido de censurar as empresas de comunicação, assim como fez ao lançar o Programa Nacional de Direitos Humanos no início do ano. “É o viés autoritário que conduz ao raciocínio absurdo em relação à suspensão da propaganda. Lamento tão esdrúxulo propósito”, criticou Almeida.

Comercial foi criado em novembro

A polêmica surgiu ontem, quando o coordenador da campanha na internet de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, Marcelo Branco, suspeitou que a propaganda da emissora fazia referência ao slogan "o Brasil pode mais" dito por José Serra no lançamento de sua pré-candidatura. Ele também atribuiu ao “45” uma ligação com o número do PSDB. Depois da polêmica, a Globo resolveu tirar do ar a campanha para não ser acusada de agir de forma tendenciosa, apesar da propaganda não indicar viés político. Em nota, a emissora pondera que o filme foi criado em novembro de 2009, quando "não existiam nem candidaturas, muito menos slogans". (Reportagem: Alessandra Galvão)

terça-feira, 20 de abril de 2010

SESSÃO PLENÁRIA

Hoje é dia de Sessão na Câmara Municipal.
Com certeza um dos assuntos que terá bastante discursão no Plenário será o Problema da Ponte sobre o Rio Caeté.
Infelizmente tanto dinheiro veio, tanto dinheiro empregado de forma irresponsavel, trazendo prejuizos incalculáveis para Sena Madureira, para o Vale do Juruá e para todo o nosso estado.
E nossa BR? Meu Deus!
De Rio Branco a Sena Madureira faz vergonha.
E de Sena Madureira a Manuel Urbano? Nem se fala, é calamitoso.
Até quando o povo terá que sofrer tanto? Até Quando?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

BOM DIA!

Novo dia, nova semana.
Espero e peço a Deus que abençoe a todos e que tenhamos uma semana muito próspera.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

JOSANDRO CAVALCANTE COMENTA

Nossa! JAIRO CASSIANO? Não!


Como é possível acreditar que em meio a tantos escândalos realizados pelo ex-Vice-prefeito Jairo Cassiano, a FRENTE POPULAR DO ACRE ainda banque esse rapaz como candidato a Deputado Federal por Sena Madureira. É difícil, mais é verdade.

Jairo Cassiano foi Vereador e Presidente da Câmara Municipal. acusado de usar cheque da Câmara Municipal em 2008 para bancar campanha eleitoral, em 2009 foi cassado pela Justiça Eleitoral do Acre e agora posa de bom mocinho nos rios e ramais de nossa destruída cidade, diga-se de passagem, como o homem que tem todas as condições de representar bem os sena Madureirenses.

Jairo Cassiano, aliado incondicional de NILSON AREAL e da Frente Popular corre agora em busca de se eleger deputado Federal, ora, como Vereador fez o que fez, imagine esse rapaz no Congresso Nacional. Cuidado ele é bom de lábia.

À Frente Popular, digo: não suje a imagem de alguns lideres partidários da Frente Popular em Sena Madureira. Eles não merecem, o povo de Sena Madureira não merece. Olhe melhor e acharão nomes indiscutivelmente melhor e limpo em Sena Madureira.

Esses inescrupulosos precisam ser banidos de uma vez por todas da politica de Sena Madureira, precisam pagar pelo que fizeram a nosso povo e a nossa gente.


Ficha Limpa neles!



RELATO SOBRE A CENSURA PETISTA

Por Clélio Rabelo


Talvez fosse chegado o momento de se reproduzir o artigo que escrevi quando de minha despedida involuntária do Acre. Nele, condenso a prática nefasta da malfadada democracia que os “petralhas” apregoam. Na ocasião, entretanto, não cheguei a relatar que, à época em que fui coordenador de divulgação do governo, uma das minhas tarefas diárias era ir pessoalmente às redações de todos os jornais locais (Página 20, A Gazeta e A Tribuna) para, literalmente, editá-los.

No primeiro momento, o Rio Branco ainda se postava de oposição. Ou seja: o conteúdo, incluindo títulos, subtítulos, fotos e manchetes eram determinados por mim. Me sentia como um daqueles censores que tantos males trouxeram à democracia brasileira nos anos de chumbo do regime militar, em que pese o contexto político tivesse sido outro, e que obrigavam os grandes jornais e revistas brasileiros a preencher lacunas com receitas de bolos e figuras do “capeta” ou simbologias tais, em substituição a textos vetados. Começariam aí minhas divergências com as práticas nefastas dos petralhas.

Não nos esqueçamos que, quando o PT ainda engatinhava, foram pessoas como eu e outros raros colegas que abríamos espaço na imprensa local para que o partido tivesse um pouco de vez e voz nas emissoras de rádio, TV e jornais acreanos de então. Quem compartilhou comigo as agruras que representou a incursão do Narciso Mendes e asseclas ao jornal O Rio Branco (Romerito Aquino, Chico Araújo e tantos outros), sabe que chegou a ser editada pelos proprietários do jornal uma lista interna com aproximadamente 100 nomes que não poderiam ser divulgados no jornal. Alguns em nenhuma hipótese (caso de Marina Silva dentre eles), e outros apenas em casos circunstanciais. Ainda assim nós furávamos o bloqueio, apesar das broncas e até ameaças de demissão que sofríamos. Quando da campanha de Jorge Viana à prefeitura e, já trabalhando na TV Gazeta, uma das frases que mais ouvia do Roberto Moura era: “Vá fazer campanha para o PT quando você tiver a sua própria TV seu (...)”.

Recordemos ainda que, também antes da assunção ao poder, uma das bandeiras do PT era exatamente a falta de vez e voz na imprensa “burguesa”, o que era o brado retumbante das greves e manifestações que movimentavam as massas que os galgariam ao poder posteriormente.

Ademais, recordar é viver: o primeiro episódio da gestão Jorge Viana, às vésperas da posse, em 1999, foi protagonizado pelo Toinho Alves e o Altino Machado demonstrando, logo no primeiro momento, que comporiam uma equipe coesa: ambos disseram que a imprensa acreana era composta de jornalistas “de merda”. Não sei se teriam confundido a expressão com a sigla SERDA, um órgão do governo estadual que existiu ali na esquina das avenidas Getúlio Vargas e Ceará – bem em frente à antiga sede de O Rio Branco. Tratava-se, na verdade, da imprensa oficial acreana, que foi entregue ao empresário Eli Assem (leia-se A Tribuna) ainda na gestão Edmundo Pinto em condições até hoje não esclarecidas. E lá se vão quase 20 anos que o Diário Oficial do Estado é editado por uma gráfica “particular” – talvez caso único no país. Os demais “diários oficiais” são editados por outras gráficas.

*Clélio Rabelo é jornalista.

ELE FALOU. MELHOR SERIA SE HOUVESSE CALADO

O governador Binho Marques cantou em versos, ontem, o que acha do jornalismo acreano. O soneto ficou ruim. O presidente do Sinjac (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre), Marcos Vicenti, resolveu emendar as palavras do companheiro governador. E a emenda ficou pior.
Marcos decidiu dar uma interpretação pessoal ao que dissera Binho Marques. Só ele achou que as críticas, segundo as quais o jornalismo acreano é uma lástima e se escora na desculpa da falta de liberdade para continuar assim, eram dirigidas aos donos de jornal, e não aos jornalistas.
A falta de discernimento do presidente do Sinjac é reflexo do seu servilismo. O pior é a pantomima de bater nos empresários da comunicação como se isso mostrasse o cumprimento do dever de sindicalista. Mas o patrão é outro, atende pelo nome de Raimundo Angelim e é da mesma turma de Binho Marques.
Com salário na prefeitura petista, fica difícil para o rapaz afrontar os verdadeiros patrões. Isso a gente entende. O que não dá pra entender é a opção pela versão estúpida no lugar do silêncio recomendável.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

MANOBRA DO GOVERNO LULA ADIA VOTAÇÃO DE REAJUSTE PARA OS APOSENTADOS

Deputados do PSDB criticaram nesta quarta-feira (14) a manobra da base governista para evitar a votação da medida provisória que reajusta em 6,14% os benefícios a aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo, beneficiando 8,3 milhões de pessoas. Sem acordo entre os partidos, a matéria tem previsão de ser apreciada apenas no dia 27.

O líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA) (na foto com o presidente da Câmara), apoia o reajuste de 8,7% proposto pelo DEM. Ele destacou ainda que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) concedeu aos aposentados um aumento real de 18,81%, enquanto o governo Lula, apenas 3,5%.“É uma diferença brutal”, comparou.

“Queremos melhorar efetivamente o salário dos aposentados, reduzindo a diferença que o governo do PT fez crescer durante todos esses anos”, acrescentou Almeida. Ele afirmou que o reajuste defendido pelo governo é uma “promessa pela metade”, já que o aumento está vinculado ao crescimento do PIB.

Para o líder da Minoria, deputado Gustavo Fruet (PR), há divergências no próprio governo. Ele lembrou que enquanto o líder do governo e relator da MP, Cândido Vaccarezza (PT-SP), fala em 7%, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defende os 6,14% originais. “No final, o governo não vota nada. Se continuarmos nesse processo, poderemos chegar em junho com medidas provisórias não votadas e os aposentados ficarão sem nenhum reajuste", alertou.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O jornalismo no Acre tem muita quantidade e pouca qualidade, disse Binho Marques

Parabens Governador Binho Marques, por interpretar de forma tão evidente o atual papel da impressa acreana. Lamento, pois nem todos mereciam ouvir e ler isso.


Quanto ao Acre ser o melhor lugar de se viver, ainda acredito que um dia será. Por enquanto passe e Sena Madureira e veja o exemplo de melhor lugar pra se viver. Um abandono total, o seu governo passou longe daqui.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

COM SERRA, O BRASIL PODE MAIS.

Sábado dia 10 de Abril, foi um dia muito importante para todos nós brasileiros que acreditamos como JOSE SERRA que o BRASIL PODE MAIS.
Tive o privilégio de participar em Brasília do maior encontro política de minha vida, a oportunidade foi ímpar; vi e ouvir um homem preparado para governar o Brasil. Um homem que acredita como eu, em dias melhores para todos nós brasileiro. Um homem exemplar, de um passado histórico, limpo, de uma capacidade administrativa imensurável, testado, experiente, e pronto para governar esse imenso Brasil. Brasil brasileiro, que como ele acredito que o BRASIL PODE MAIS.



Tucanos apoiam soluções apontadas por Serra para o país

O diagnóstico dos problemas e soluções para o Brasil traçado por José Serra no discurso de lançamento de sua pré-candidatura tem o respaldo de integrantes da bancada do PSDB na Câmara. Com vasta experiência política e administrativa, o tucano usou boa parte de sua fala no último sábado (10) para apontar caminhos em setores como educação, saúde e meio ambiente. Apesar dos avanços alcançados nos últimos 25 anos pelo Brasil, Serra avalia que ainda falta muito a ser feito, tese também apoiada pelos tucanos. Afinal, o Brasil pode mais. Veja abaixo um breve diagnóstico de cinco áreas:

Educação

A melhora do aprendizado na sala de aula é considerada “condição fundamental” por Serra, que também defendeu mais recursos para o setor, bons prédios, serviços adequados de merenda, transporte escolar e atividades esportivas e culturais. “O melhor caminho para o sucesso e a prosperidade do país será a matrícula numa boa escola”, resumiu. Serra voltou a defender a expansão do ensino técnico e profissional como instrumento de geração de emprego para os jovens.

Para a deputada Professora Raquel Teixeira (GO), o foco da educação deve ser o aprendizado do aluno. “Professores qualificados e estimulados, infraestrutura e programas esportivos e culturais fazem parte das ações necessárias para melhorar a aprendizagem. Outro foco deve ser o ensino técnico e profissionalizante, que hoje representa uma enorme lacuna no Brasil”, declarou Raquel, especialista em temas educacionais.

Saúde

Considerado um dos melhores ministros da Saúde da história republicana, Serra alertou que o setor avançou pouco nos últimos anos. Responsável por conquistas como a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), a implantação dos genéricos e a realização da melhor campanha contra a aids do mundo em desenvolvimento, o tucano acredita que a saúde pública pode ir muito além.

Médico, o deputado Rafael Guerra (MG) enumerou prioridades do setor. “Precisamos da garantia de mais recursos para fortalecer o SUS e os atendimentos básico, de urgência e de emergência. Esses são pontos de estrangulamento que vêm sacrificando a população e devem ser priorizados”, apontou o tucano, ex-presidente da Frente Parlamentar da Saúde.

Infraestrutura

José Serra criticou as condições das estradas, aeroportos e portos brasileiros. Para ele, as riquezas do Brasil poderiam ser maiores se houvesse “infraestrutura adequada, que funcionasse de acordo com o tamanho do país, da população e da economia”.

Essas condições extremamente precárias, segundo o deputado Leonardo Vilela (GO), trazem severos prejuízos ao país. “A área de infraestrutura é um desafio enorme para o Brasil, que precisa de mais competitivamente no cenário internacional. Serra deu o exemplo em São Paulo, com obras importantes como o Rodoanel e a expansão das linhas de metrô”, afirmou.

Meio ambiente

Para Serra, é possível fazer o país crescer e, ao mesmo tempo, defender o meio ambiente. O tucano cobrou ainda políticas de saúde pública como estratégia de preservação ambiental. “É dever urgente dar a todos os brasileiros saneamento básico, água encanada de boa qualidade, esgoto coletado e tratado”, destacou.

Segundo o deputado Ricardo Tripoli (SP), é possível conciliar desenvolvimento com sustentabilidade. “Basta vontade política para adotar políticas públicas voltadas para o meio ambiente. Hoje não há política clara para a área. O que existe é um debate entre a agricultura e o meio ambiente que não leva a nada”, alertou.

Segurança pública

Para Serra, o governo federal deve assumir “na prática” a coordenação na área de segurança. Segundo ele, as bases do crime organizado estão no contrabando de armas e de drogas, cujo combate efetivo cabe às autoridades federais. Serra defendeu “ações preventivas, educativas, repressivas e de assistência combinadas com a expansão da qualificação profissional e a oferta de empregos”.

Delegado da Polícia Civil de Goiás, o deputado João Campos (GO) concorda que falta coordenação nacional. “O governo se omite e apenas transfere responsabilidades para os estados”, reprovou. O tucano sugeriu a criação do Ministério da Segurança e a vinculação de recursos para o setor para reforçar as teses defendidas por Serra e especialistas da área.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DISCURSO DE DESPEDIDA DO PRÉ-CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚPLICA JOSÉ SERRA


Nesta prestação de contas, não pretendo fazer um balanço abrangente e
detalhado, não só porque seria demasiado longo, mas também porque
nosso Governo não terminou.

Temos ainda nove meses com muitas ações, inaugurações e cumprimento de metas firmadas com a população de São Paulo.

Vamos ter um novo governador que me acompanhou de perto nestes anos. Conhece tudo do governo, das prioridades de São Paulo, da vida. Um homem íntegro, um engenheiro, um democrata, um patriota, um homem que tem história e tem preparo: Alberto Goldman.

Vou aqui falar dos valores, dos princípios, dos critérios que nos orientaram estes 39 meses e que continuarão a ser o norte dos próximos nove. Vou mencionar várias de nossas ações como exemplos e porque me orgulho do que fizemos, do que estamos fazendo e do que ainda faremos.

Os governos, como as pessoas, têm de ter caráter. Caráter é índole. Ele se expressa na maneira de ser e de agir. E este é um governo de caráter, que manteve a sua coerência: nem cedeu à demagogia, às soluçõesfáceis e erradas para problemas difíceis, nem se deixou pautar por particularismos e mesquinharias. Venho de longe. Se tive, ao longo da vida, uma obsessão, é certamente a de servir aos
interesses gerais de São Paulo e do Brasil.

Os governos, como as pessoas, têm de ter honra. E assim falo não apenas porque aqui não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira. Mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e daconivência com o malfeito.

Fizemos um governo honrado também porque não fraudamos a vontade popular. Honramos os votos dos paulistas, seu espírito empreendedor e amante da justiça, sua disposição de enfrentar desafios e vencê-los
com trabalho sério e conseqüente.

Os governos, como as pessoas, têm de ter sentido de história.

Repudiamos o espetacularização, a busca da notícia fácil, o protagonismo sem substância que alimenta mitologias. Este governo sabe que não há nenhuma contradição entre minorar as dificuldades dos que
mais sofrem e planejar o futuro.

Tantos me aconselharam, nos muitosanos de vida pública, a ser mais atirado, a buscar mais os holofotes,er notícia. Dizem alguns que o estilo é o homem. O meu estilo, se me permitem, é este: procuro ser sério, mas não sisudo; realista, mas não pessimista; calmo, mas não omisso; otimista, mas não leviano;
monitor, mas não centralizador.

Os governos, como as pessoas, têm de ter personalidade, brio profissional. Sempre me empenhei em formar boas equipes de trabalho, desde quando fui líder estudantil, pesquisador ou professor universitário, passando pela secretaria de Economia e Planejamento do governador Montoro, pelo Congresso Nacional, pelos ministérios do Planejamento e da Saúde, pela prefeitura da Capital e, agora, pelo governo do Estado.

Além das qualidades de cada um dos seus integrantes, a boa equipe necessita de um norte claro de quem está no comando, do acompanhamento próximo das formulações e da execução das ações, da liberdade e do incentivo para inovar, do apoio nos momentos mais difíceis e do desestímulo aos possíveis e previsíveis conflitos entre esses integrantes. Sempre tive aversão àquelas teses do dividir para governar, de convidar fulano para contrapor-se a sicrano. Perde-se e já se perdeu muito na vida pública brasileira em razão
dessa verdadeira anomalia que permeia a política e administração em nosso país.

Aqui, na nossa equipe de governo, sem exceção, pouco importa o papel de cada um, repudiamos o conformismo imobilista. Procuramos sempre alargar os limites daquilo que é percebido como possível.

Brio profissional significa preparo, coragem, inconformismo, inovação, luta permanente para construir um presente e um futuro melhor.

Os governos, como as pessoas, têm de ter alma, aquela força imaterial que os impulsiona e lhes dá forma. Nossa alma, a alma deste Governo, que inspira todas as nossas ações, é essa vontade de melhorar a vida das pessoas que querem uma chance, que dependem de um trabalho honesto para viver, que estão desamparadas. É essa vontade de criar condições para que todos possam se realizar na plenitude de suas possibilidades, que tenham a oportunidade de estudar, de ter acesso à cultura, de trabalhar, com saúde física e espiritual.

Os governos, como as pessoas, têm de ter sensibilidade para agir e compensar as desigualdades. Este é um Governo Popular, que se orgulha de ampliar o bem-estar e a oportunidade dos mais pobres com seus programas sociais como o Viva Leite, o Renda Cidadã, o Quero-Vida dos idosos, o Ação Jovem, o Bom Prato, as ETECs, o Programa de Qualificação do trabalhador, o Emprega SP, o piso salarial, que é bem
maior do que o salário mínimo nacional. Na crise, agimos com rapidez e geramos apenas em São Paulo quase um milhão de empregos diretos e indiretos com nossos investimentos.

Este Governo Popular se orgulha de redistribuir renda também por intermédio da ampliação qualitativa e quantitativa do atendimento à Saúde, da Educação, do Transporte Coletivo, das novas moradias, da
Cultura, do Esporte e do meio ambiente mais saudável.

Os governos, como as pessoas, têm de ser solidários e prestar atenção às grandes questões que dizem respeito ao futuro do país e do mundo, mas também às medidas que respondem aos problemas aparentemente pequenos das pessoas — para elas, eles são sempre muito grandes.

Fico emocionado quando lembro que criamos as Vilas Dignidade, moradias decentes para idosos abandonados, ou as plataformas nas praias e cadeiras especiais que permitem às pessoas com deficiência tomar um banho de mar... Alguns dirão que se trata de coisa pequena. Pois, para elas, é imensa! Quem dera a vida fosse, para todos nós, o primeiro banho de mar! Governos, como as pessoas, têm de ter compromisso com a responsabilidade e com a felicidade.

Sabem qual foi um dos melhores momentos do nosso governo? Ontem, na inauguração do Rodoanel. Não foi apenas nem principalmente devido à obra, não — que, aliás, expressa o que nossa engenharia tem de melhor.

Quando visitei o canteiro, tempos atrás, sugeri que fosse feito e exibido um painel, ao lado do memorial que ia ser erguido, com o nome dos milhares de trabalhadores que fizeram a obra. Quando fui lá ontem, eu nem sabia que ele já tinha ficado pronto. A emoção me dominou quando, no fim da solenidade da inauguração, um operário mostrou-me, orgulhoso, onde estava seu nome... Lembrei -me de uma poesia do Vinicius, que eu declamava quando era Jogral do Grêmio Politécnico. Pareceu-me que, até então, até aquele momento...

... ele desconhecia

Esse fato extraordinário:

Que o operário faz a coisa

E a coisa faz o operário.

Casa, cidade, nação!

Tudo, tudo o que existia

Era ele quem o fazia

Ele, um humilde operário

Um operário que sabia

Exercer a profissão.

Eu acredito em planejamento. Organizamos as finanças e praticamos uma rigorosa austeridade fiscal. Herdamos e renovamos os padrões do Mário Covas e do Geraldo Alckmin. Austeridade para nós não é mesquinharia econômica, mas cortar desperdícios, reduzir custos, precisamente para fazer mais com o que se dispõe. Com uma área econômica dedicada e criativa ampliamos os recursos sem aumentar impostos – pelo contrário, reduzimos a carga tributária individual e desoneramos setores-chave de nossa economia, como a indústria têxtil, nesta mesma semana.

Por isso, em valores nominais, triplicamos os investimentos do governo de São Paulo nestes quatro anos. Fizemos investimento, não gastança. O maior investimento da história de São Paulo: 64 bilhões d e reais até o final deste ano.

Há uma constatação terrível no Brasil segundo a qual os governos investem pouco em saneamento porque se trata de “dinheiro enterrado”. Pois este é um governo que “enterrará” até o final deste ano perto de
7 bilhões de reais em saneamento. Ao fazê-lo, semeia saúde. Renova seu compromisso com o avanço real do estado e do País, não com a sociedade-espetáculo.

A prioridade à Saúde se traduziu em 10 novos hospitais na rede pública; novas fábricas de remédio e de vacina; ampliação do programa de remédio de graça, o Dose Certa; ampliação da distribuição de medicamentos de alto custo; a rede de Ambulatórios Médicos de Especialidades. Muita coisa!

Pensamos e agimos sempre voltados Saúde, ao emprego, à Educação, à Segurança. Fizemos grandeesforço na ampliação da infra-estrutura para o desenvolvimento — rodoanel, estradas, vicinais, metrô, trens — porque isso é essencial à expansão da produção, do emprego e do conforto dos que dependem do transporte coletivo. Não só hoje, como para futuro, pelo que traz de condição para o Estado e o Brasil progredirem.

Eu acredito no mérito, na gestão por resultados. Na Educação, pela primeira vez, fixamos metas de avanço por escola, os professores e servidores ganharão mais e progredirão na carreira segundo o seu próprio esforço e o seu desempenho. Demos prioridade à melhoria da qualidade do Ensino, que exige reforçar o aprendizado na sala de aula.

E prioridade ao Ensino Técnico, mais do que dobrando as vagas nas ETECs e as unidades das Fatecs, e implantando novos cursos, adequados às necessidades do mercado de trabalho. Não é à toa que se diz em São Paulo que “esse é o ensino que vira emprego”.

Fizemos isso porque acreditamos em prioridades. Washington Luis, quando governador de São Paulo, disse que governar era abrir estradas. Para nós, hoje, o lema é outro: governar é saber quais estradas abrir
— as de asfalto, terra ou cimento — e, metaforicamente, quais estradas abrir na Saúde, na Educação ou na Segurança. Ou no saneamento.

Eu acredito em inovação. Tem sido imensa nossa ênfase em pesquisas, que servem não apenas ao Estado, mas ao Brasil: na Saúde, na agropecuária e no IPT, que recebe os maiores investimentos de sua história, com efeitos que se estenderão por décadas, na nanotecnologia, materiais leves e bioenergia.

Praticamos intensamente inovações, que vão da Nota Fiscal Paulista aos avanços do Governo eletrônico; da ambiciosa Lei de Mudanças Climáticas paulista, a mais avançada do Hemisfério Sul, ao moderno Instituto do Câncer e à solução criativa e inovadora dos Ambulatórios Médicos de Especialidades; do ensino técnico feito a partir de salas de aula ociosas em escolas estaduais e municipais ao novo Centro de Reabilitação Lucy Montoro; da Univesp, a Universidade Virtual, aos dois professores na sala de aula da primeira série. Do Acessa Escola ao Protocolo Agroambiental e à linha de financiamento à economia verde; da expansão da Defesa do Consumidor ao novo e bem-sucedido modelo da Fundação Casa; da Virada Cultural aos Museus do Futebol, ao Catavento e ao Museu da História de São Paulo. Do programa d e recuperação da Serra do Mar, em Cubatão, às novas escolas de Dança e Teatro e a essa extraordinária Biblioteca São Paulo, lá onde era o Carandiru. Das novas modalidades de casas da CDHU às câmeras de monitoramento da Segurança e à proibição do fumo em ambientes públicos fechados. Do novo modelo de diagnóstico por imagens à remodelação de toda a rede de estradas vicinais no Estado.

Governos têm de fazer isso mesmo: por o Estado para funcionar. Trabalhamos pesado nisso. Com a ajuda dos servidores, ganhamos produtividade em todas as áreas. Na educação, estão aí os resultados do IDESP. Na Saúde, pesquisa recente nos hospitais do Estado para verificar o nível de satisfação de quem era atendido mostrou resultados muito positivos. Nos Transportes, pesquisa da CNT mostrou que as dez melhores estradas do Brasil estão em São Paulo; que 75 por cento das estradas paulistas são consideradas ótimas ou boas pelos usuários. Mas nada aconteceu por acaso: é fruto do planejamento do
Governo e do esforço e competência dos seus funcionários. Funcionários que são servidores públicos de verdade e que dão o melhor de si quando recebem incentivo e exemplo dos dirigentes governamentais.

Eu acredito que a essência do Governo é garantir a vida, os bens e a liberdade, que constituem os direitos fundamentais dos cidadãos nos marcos do Estado de Direito. O direito à vida envolve, entre outras
dimensões, a preservação e a promoção da Segurança. Nesta dimensão, quero reafirmar que São Paulo inverteu, desde fins da década passada, a tendência nacional de aumento da criminalidade. Em dez anos, a
redução da taxa de homicídios foi de 63 por cento. Nos últimos três, de 27 por cento. O esforço financeiro tem sido enorme: o orçamento da secretaria da Segurança aumentou mais de 40 por cento entre 2006 e
2010. Aceleramos a marcha do reaparelhamento tecnológico, intelectual e moral das polícias. Fortalecemos sua reputação moral e profissional mediante o reconhecimento do valor precioso de quem se dedica a prop
orcionar segurança ao povo, correndo risco de vida.

Quando é o caso, promovemos sistemática investigação, apuração e, se necessário,
afastamento dos maus elementos. Envolvemos a ação policial na recuperação de vizinhanças com forte presença do crime organizado: a Virada Social, em parceria com entidades não governamentais tão
respeitadas quanto o Sou da Paz. Contivemos os riscos da condução de veículos sob o efeito de bebidas alcoólicas.

Eu confio na democracia. Aqui a nossa relação com o Legislativo é transparente e em favor da população. No lugar de nomeações e cabides de emprego, a co-responsabilidade pelo investimento em todas as
cidades do estado. No nosso governo, deputados não nomeiam diretores de empresa ou secretários. No nosso governo, deputados ajudaram a estabelecer as prioridades para o desenvolvimento do estado e o
bem-estar das pessoas.

Ficará registrada , na historia da Assembléia , com louvor, a produção legislativa desse período por seu vulto e sua relevância na vida dos paulistas. As principais iniciativas do Governo foram, além de
acolhidas , aprimoradas mediante emendas e sugestões dos deputados.

Me orgulho também da relação de respeito, cooperação e diálogo com o Tribunal de Justiça e com o Ministério Público de São Paulo, inclusive, devo dizer, com a substancial e possível expansão de obras
e recursos orçamentários, visando a modernização de suas práticas e serviços, tão essenciais à vida das pessoas e à nossa democracia.

Obrigado, São Paulo, pela chance que me foi dada de governar este grande estado; obrigado aos brasileiros que aqui residem por terem me dado a chance de tornar melhor a vida de milhões de pessoas e de ter
me tornado, por isso, um homem melhor.

Aprendi muito nestes 39 meses. Aliás, a minha linha do tempo, desde criança até hoje, sempre foi
preenchida por aprendizado. Não canso nunca de aprender. Aprendi muito com esta minha equipe do Governo do Estado. Sempre apreciei da humildade intelectual sugerida por Guimarães Rosa: “Mestre não é quem ensina, mas quem, de repente, aprende”.

Exerci o poder neste estado sem discriminar ninguém. Os prefeitos sabem que sempre encontraram neste governador um interlocutor que falou em defesa de políticas de estado, independentemente da coloração
partidária. No meu governo, nunca se olhou a cor da camisa partidária de prefeitos ou parlamentares.

Nossos opositores sabem disso, nossos administradores municipais não deixam de testemunhar nossa atitude voltada a servir ao interesse público, não à máquinas partidárias.
Governamos para o povo, não para o partido.

Na minha vida pública, já fui governo e já fui oposição. De um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas, nunca investi no “quanto pior, melhor”, nunca exerci a política do ódio. Sempre desejei
o êxito administrativo de adversários quando no poder, pois isso significa querer o bem dos cidadãos, dos indivíduos. Uma postura que nunca me impediu de apresentar as sugestões ou divergências, mas o
fiz, e estimulei que meus aliados o fizessem, nos fóruns adequados ao embate político e ao exercício democrático das diferenças.

Estes mesmos adversários, além dos aliados, podem atestar: jamais incentivei o confronto gratuito, jamais mobilizei as falanges do ódio, jamais dei meu apoio a uma proposta ou a uma ação política porque elas
seriam potencialmente prejudiciais a meus oponentes. Não sou assim, não ajo assim, não entendo assim o debate político. E não vou mudar, ainda que venha a ser alvo de falanges.

Ao eventual ódio, reajo com a serenidade de quem tem o Brasil no coração. E que ninguém confunda esse amor com fraqueza. Ao contrário, ele é a base da minha firmeza. Ele é a base da minha luta. Ele orienta
as minhas convicções.

Outro dia me perguntaram se estaria triste de deixar este Governo e esta equipe. Como poderia não estar? Mas, considerando o que termos pela frente, também estou alegre. Quando olho para trás e vejo o que
foi minha vida até agora, repleta de incerteza e de desafios, meu espírito se fortalece. Minha infância e adolescência num bairro operário, presidente da UEE e da UNE aos 20 e 21 anos. Exílio aos 22
anos de idade – voltei ao Brasil com 36 anos...O Cebrap, a Unicamp, o governo Montoro, aqui neste Palácio, quando reconstruímos o Estado e demos a grande luta das diretas. O Plano de Governo de Tancredo. A
Constituinte, a Câmara Federal. O Plano Real. O Senado, o ministério do Planejamento, o ministério da Saúde, a prefeitura da Capital.

A honra de sido o primeiro governador eleito no primeiro turno. Olhando para trás e vejo o tudo o que participei, tudo o que fizemos. Isso me dá muita força para a etapa seguinte, que nos espera.

Obrigado, São Paulo, pela confiança!

Até 1932, nosso Estado, em seu brasão, ostentava o Non Ducor, Duco.

“Não sou conduzido, conduzo”. Desde então, a divisa passou a ser outra: Pro Brasília Fiant Eximia: “Pelo Brasil, Façam-se Grandes Coisas.” É o papel deste Estado construído por brasileiros de todas as partes

Essa é a nossa missão! Vamos juntos! O Brasil pode mais!